Criou o sistema alternativo de Comunicação Bliss com o objectivo de ser utilizado como sistema de Comunicação Internacional.
Tendo nascido perto da fronteira Russa com a Austria, Charles Bliss sentiu algumas vezes os problemas que surgem quando se comunica com diferentes línguas. Isto levou-o a construir uma espécie de esperanto gráfico, uma lingua universal que pudesse vencer algumas das barreiras culturais e incompreensões entre nacões.
A ideia deste sistema foi concebida durante a 2º guerra mundial quando estava refugiado na China e onde percebeu que os Chineses embora tivessesm dificuldade em compreender os diversos dialectos não tinham dificuldade quando liam pois a sua escrita era baseada num conceito padronizado de símbolos relacionados (ideogramas).
Assim pensou em desenvolver um sistema gráfico baseado mais no significado do que nos sons.
Como engenheiro químico, Bliss estava envolvido dentro da lógica da linguagem expressa nos símbolos químicos e matemáticos, o que possivelmente, contribuiu para o modo como ele traçou o sistema e as suas bases lógicas. Em 1949, depois de vários anos de pesquisa, foi publicada a 1ª edição do seu livro “Semantografia”.
Até final dos anos 60 o sistema não teve a utilização que C. Bliss pretendera ao concebê-lo mas em 1971, alguns Psicólogos e Terapeutas da Fala canadianos, ao procurarem uma linguagem que ajudásse as crianças com paralisia cerebral e sem fala, afásicas e débeis mentais, começaram a aplicar o sistema de Charles Bliss como Sistema de Comunicação Aumentativa no Ontario Crippled Children’s Center , (hoje Hugh MacMillan Centre) em Toronto no Canadá.
Este sistema é constituido por um determinado número de formas básicas, que combinadas entre si, originam os cerca de 2500 símbolos Bliss actualmente existentes. A natureza pictográfica e ideográfica de muitos dos símbolos torna-os fáceis de apreender e fixar. Isto faz com que este sistema seja considerado adequado a indivíduos que embora não estejam bem preparados na ortografia tradicional, têm potencial para aprender e desenvolver um vasto vocabulário, através de operações combinatórias das formas básicas.
Biografia de Charles K. Bliss
http://www.blissymbolics.us/biography/